
O primeiro semestre de 2009 termina com uma rentabilidade negativa de 5,6%, ou seja, apresenta uma rentabilidade média mensal de -0,93%.
O mês que registou a maior perda foi Fevereiro com -9,05%, um valor acima da perda máxima mensal (6% num mês) definida para 2009. De notar, contudo, que a perda mensal média é de -4,36%, ou seja, abaixo do máximo definido.

Relativamente às operações realizadas apenas uma (a operação nº 10/2009) apresentou uma perda superior ao máximo definido para o ano (perda máxima de 2% por operação). Esta operação registou uma perda de -3,54%. No entanto, em termos médios, a perda por operação é de -1,26%, ou seja, consideravelmente inferior aos 2% máximos definidos como objectivo para 2009.
É interessante verificar ainda no gráfico anterior a distribuição das operações por intervalos de rentabilidade. O perfil da distribuição é muito diferente do registado no ano de 2008 e está de acordo com a estratégia que tenho vindo a tentar executar.
Ao passo que em 2008, como se pode confirmar consultado o
relatório desse ano, a distribuição apresentou uma aproximadação à curva normal este ano, e de acordo com os objectivos, a intenção é ter muitas pequenas perdas e tentar deixar correr os lucros, ou seja, a distribuição ideal deverá assemelhar-se a um J invertido.

Depois de um primeiro semestre de 2008 algo caótico decidi como objectivo para o segundo semestre desse ano e seguintes construir alguns indicadores e tentar ir ajustando a minha estratégia em função da evolução dos mesmos.
Embora, como é natural, a amplitude da variação do valores dos indicadores tenda a diminuir à medida que o número de meses aumenta, o facto é que é notável o controlo que consegui impor desde o 6º mês e que se mantém até hoje.
Um dos grandes objectivos era diminuir a perda média por operação/mês e no gráfico anterior podemos ver como esta tendência se tem vindo a consolidar mês após mês.
A taxa de sucesso das operações parece tender a estabilizar nos 40%, embora seja admissível que continue a baixar, tendo em conta que a estratégia prevê a ocorrência de muitas pequenas perdas e de poucos (ou apenas um) grandes ganhos.
No que respeita aos número de operações por mês, e depois do overtrading registado em Fevereiro de 2008, é também de assinalar a tendência claramente decrescente deste indicador.
O que este gráfico também permite ver é que, neste momento, para que a estratégia que tenho vindo a desenhar se confirme como válida é necessário abrir uma posição de médio/longo prazo e deixar correr os lucros de forma significativa. Tal ainda não foi fácil porque desde o inicio de 2009 o euro-schatz tem lateralizado e as várias tentativas de entrada curtas acabam por ser fechadas sem produzir o efeito desejado.

No gráfico anterior é possível constatar a mesma realidade: o controlo das perdas aparenta a estabilidade e consistência desejada e só falta começar a deixar correr os lucros.

No que respeita à comparação da minha estratégia com os principais índices aqui fica o gráfico supondo um investimento inicial de 5.000 euros em 1 de Janeiro de 2008.